quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Auto-Ajuda

Busco das palavras à poesia do cotidiano
Leve
Como o poeta fala da chuva
Das uvas e do vento
E de como descreve o branco da neve
E resume ser feliz
Na contemplação do floco que despreocupadamente cai
Como se levitando, cuidadosamente pousasse na terra da Terra
Sabendo que depois de muito cair e esbranqueçar todo o verde do campo
Ao menos uma criança fará feliz

Busco das palavras
A poesia que esta nas pequenas coisas grandiosas
Que vemos mas não enxergamos
Para poder arrancar do mais triste dos leitores
O mais sincero sentimento
Tão alegre como no tempo do menino que brincava na neve
Que não tinha tempo ruim para trazer o tédio
Como se o mundo fosse um enorme e eterno parquinho

Queria dizer algo ao leitor que o lembre de ser feliz
Independente de quão poderosa é a sua dor
Como se agora ao ler-me os olhos abrissem para enxergar toda beleza que por tempos permaneceu obscura
E fosse algo tão lindo que se sobrepunha a qualquer problema
E que pudesse ser visto por todos os seres humanos
E tocar o mais rochoso coração
Que todos os homens por um segundo seriam humanos
Que por um segundo extinguir-se-ia o rancor dos sentimentos
E seria possível a compreensão mesmo sem entedimento
Em um amor coletivo tão profundo
Que depois desse segundo
O homem jamais tornaria a ser o mesmo
Pois a felicidade chegaria em um piscar de olhos
Viria fácil como a brisa litorânea
Cotidiana como se fosse trazida pelo sol
Prestes a acabar
Quando apagar-se a luz da lua
Ou então
Secar o mar

Nenhum comentário:

Postar um comentário