quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Olho atraves da janela
O céu estrelado e o horizonte me lembram o quanto sou pequeno
Não posso fugir da minha condição humana
Mas tenho meu pensamento
Que me leva para além dos meus olhos
E me transporta a lugares que o homem nunca pisou
Minha cabeça me faz infinito
Não há leis ou Estado ou materialidade que prenda meu pensamento
Pensar é a maior sensação de liberdade que já obtive
O inferno é o preço que se paga em utilizar o livre arbítrio
Tenho uma razão e vou usa-la
Agradeço a deus a ferramenta que me forneceu para maldizelo
Agora que penso e logo existo
Sou um animal solto nesse mundo
Me desfiz das rédeas e finalmente posso ser eu mesmo
E todo pensamento infame que tenho só me lembra da minha condição de humano
E o pecado da carne se torna tão doce dentro do meu desejo
Que a vida até adquire sabor
Que jamais me livrarei dos prazeres da carne
E agradecerei a cada tentação do caminho
Como posso desagradar deus desfrutando da vida?
E como posso querer viver livre do pecado?
Se é no pecado que sinto o que é estar vivo
E desta forma gozo da criação
Expurgando todo o falso santo que existe dentro de mim
Ganhei uma vida
E em agradecimento irei desfruta-la sem pudores
Convicto que desperterei mais a ira do papa do que a de deus
Estou vivo
E sou ambicioso
E não quero só fazer peso na terra
Desta forma
Me proponho a expandir o universo se necessário
Para que eu possa caber confortavelmente
Caso tudo que existe se torne pequeno para mim
Há um deus dentro de mim
O que me faz humidilmente pensar
Que o mundo é meu
Não tenho fronteiras
E preciso trabalhar muito para pagar o preço da liberdade de ser eu mesmo

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